07/11/2009

meu bem.

não tenho nada a dizer sobre esse céu azul que teima em ficar acima nossas cabeças, muito menos tentar de maneira frustrada um lugar na sombra. ficou putinha? só lamento por não estar com seu guarda-sol, porque chuva, minha querida inocente e pávida, não vai acontecer tão cedo. tire sua camisa branca, ela marca intensamente sua excitação com as palavras de desespero que digo a cada segundo por não encontrar uma água sequer no meio do deserto imenso em que estamos. tudo isso é confuso para você? não posso fazer muito se não consegue andar nas entrelinhas de seu próprio coração.

5 comentários:

Nat Kleinsorgen. disse...

Não tenho nada a dizer sobre esse Sol azul que insiste em nos queimar, muito menos buscar em vão mil maneiras para tornar-nos frescos. Você não vê? Aqui não cabem seus chapéus e seu caro filtro-solar. Tire suas lentes, não são elas que estão colorindo o Sol de azul, mas o desespero causado pelos miolos cozidos nesse calor infernal. Se isso ainda parece confuso para você, não se importe, é mesmo para estar. Afinal, nem você, nem eu, conseguiríamos traçar coesão nesse imenso deserto em que estamos.

*esse foi um dos melhores posts que você já fez aqui :)

Julia Peres disse...

este teu momento está literariamente te fazendo muito bem! rs dorei o texto!

miau miau disse...

corta o resto e só deixa a última frase.

vc só escreve na primeira e para a segunda do singular.pelo menos aqui é assim.

Sanches, R. disse...

Muito bom.. mesmo!!!
=)

mercibeauqueti disse...

parem o mundo que agora arrumei um blog!