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08/09/2013

o domingo sem ligação no dia seguinte.

tarde de domingo cai como aquela ressaca de bebida mal amada e nas mãos, ainda tem cheiro da sem vergonhice. 

o domingo acabou, sem ligação no dia seguinte.

18/04/2011

Domingos

Desencontro nos seios fartos de perdão. Há uma lágrima de crocodilo que faz nossos caminhos apagados. Encontro na sua cama forrada em verde musgo as horas não passadas, você fotografa em sépia para ter a impressão que estávamos na década de 70. O nosso agora, que se restringe a um desembaralhar no coração e lençóis não trocados na tarde de domingo. A tarde de ontem era domingo, quando eu disse silenciosamente em seus olhos "adeus, tenho que trabalhar", com sua cara de moça delicadamente perdida, me indagou "mas é domingo, como pode?".

Nossos dias foram eternos domingos.

22/09/2010

ilustrado.

   Aquele quarto se encontra vazio. As duas janelas estão abertas, sujeita a invasões na madrugada, uma aventura talvez seja cometida na escuridão, no silêncio, nos atos libidinosos, mas não há vida naquele cômodo, apenas um grande abismo assustador, frio e drástico, a impressão que dá é ter um grande grito preso, ele não sai de maneira alguma, é um quarto, duas janelas abertas e uma noite, a lua vem da ásia e também de diversos outros lugares passados nos dedos e palavras.  Há um grande concerto, uma sinfonia de erros abruptos e ainda sim são silenciosos como a alma daquela noite na taverna, me faz lembrar tanto álvares, tudo fica azedo e não azevedo.

   Escuto gritos, eles estão suspensos, apenas era o jogo da amarelinha que alguns se divertiam lá fora, enquanto no quarto, tudo continua vazio e fora dele tudo muito cheio como um sopro de vida, assim continua sendo cotidiano, transformando os morangos mofados em pérolas sempre procuradas por crianças querendo crescer, isso se faz quarto, mas não aquele.  As janelas estão abertas, nada acontece no front e promete ser assim por um bom tempo, sendo um quarto vazio bem a teus pés.

04/09/2010

o baile de sábado ou apenas mais um acontecimento entre ela e ele.

 houve um determinado dia que bailar era apenas motivo para encontrar os sorrisos apaixonados, desesperados e perdidos, não aguentavam mais aqueles corpos, eles precisavam ser apenas um, se é que me entendem....


e assim se faz mais um sábado, de baile....

29/08/2010

urgente.

a noite cai. sua dança inebria, as luzes da lapa iluminam a embriaguez.  a noite é tão minha...a noite é tão sua. assim bailamos desesperados para nos encontrarmos no meio de nossa perdição. tento achar seu sorriso só para mim e olhares como quem falasse " estamos em casa, meu bem"....




 eu preciso me apaixonar perdidamente com urgência.

28/07/2010

olhos verdes.

me arrastei dentro de um quarto escuro por muito tempo, era uma doença, uma devastação em meu mundo tão pequeno, meus pés são grandes e piso por ruas minúsculas, você foi minha salvação, eu disse mergulhado em seus olhos verdes, ela foi muita coisa. a vida é um êxtase sem comprimidos para sumiços, a onda braba é meter a cara, sentir na pele o que jamais atingiu o coração. eu sinto coisas e pessoas tão distantes de mim, aquela lágrima correndo um rosto tão bonito e ao mesmo tempo sujo por ter se metido dentro de lixões, essa menina eu sinto, em sua viagem no coletivo. ela deixou tudo para trás e se encontra por aí, simples assim, deixou aquela saudade que embalsama o coração, só  restou o calafrio bater suave em meus poros, assim rola mais uma lágrima saudosa, tão saudosa que sinto tanto. e aqui escrevo sentindo lágrimas, perdas e inchaços de uma vida tão grande e eu voando pelo céu nublado que você é.

seus olhos verdes piscando para mim na madrugada é devaneio vivo.

23/07/2010

a menina.

 aquela menina parou na rua, sentiu em seu estômago uma falta, não era a fome, era simplesmente um barulho que deveria estar no coração, continuou caminhando, parou novamente e sentiu em seu coração um barulho, era a fome que se alastrava ali, um barulho que deveria estar no estômago.