sem rimbaud
maquiagens pesadas
e cortes profundos
sente, se acomode, tá em casa.
volto para fazer alarde
deixando mordida que arde a alma.
eu estou de volta
para dar nó na cabeça
de quem acha minha morte doce.
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17/09/2012
14/02/2012
relinchanchada
as buzinas da noite assolam
as crianças das ruas que brincavam de pastar
os pais relincham frases inaudíveis
relinche.
proibido usar palavras bonitas
elas cheiram a sabotene francês
que a dondoca do quarto andar compra toda semana
ela relincha.
os jovens montam marchas
e esquecem de montar cavalos
jovens relincham.
a tia se incomoda, a meninada vira a cara, os "poetas" esboçam delírios
guitarras distorcem poemas de holofotes
todos relincham
e eu, continuo perdendo minhas apostas
escrevendo poses
e tentando manter prosa
eu relincho.
as crianças das ruas que brincavam de pastar
os pais relincham frases inaudíveis
relinche.
proibido usar palavras bonitas
elas cheiram a sabotene francês
que a dondoca do quarto andar compra toda semana
ela relincha.
os jovens montam marchas
e esquecem de montar cavalos
jovens relincham.
a tia se incomoda, a meninada vira a cara, os "poetas" esboçam delírios
guitarras distorcem poemas de holofotes
todos relincham
e eu, continuo perdendo minhas apostas
escrevendo poses
e tentando manter prosa
eu relincho.
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