sou o arranhão que te aninha
sou desses, calo beijando.
sou aquele que escreve nas costas nuas
mas não, beibe, eu não sou piedoso
meu amor corta em leveza
e sorri impune
não sou conto de fadas
não sou o modelo de seus sonhos
e no meio das pedras fica uma verdade:
sou o que sou
senão
eu não vivo como sou.
Mostrando postagens com marcador poema da próxima estação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poema da próxima estação. Mostrar todas as postagens
04/04/2012
30/03/2012
20/03/2012
16/09/2011
11/09/2011
só dois, blues.
eu contrario
deixo atordoada
com meu jazz embaralhado
minhas palavras canhotas
ao pé do ouvido no escuro.
você sorri com gosto
de framboesa achada
entre nós
só blues.
03/09/2011
nina simone me assoviando cena de cinema.
nina
você tem um nome que eu gosto
daqueles nomes que botaria em uma gata
ou numa filha que tenha cara bonita da mãe
nina
você me despedaça por inteiro
acabe logo comigo
para seu jazz assoviar em outras casas
nina
sonho com cenas já filmadas
as danças inebriantes e uma simples frase
"acho que você vai perder seu voo, baby..."
aí eu me perco de vez nos braços dela
e no fundo da caneca que está em sua mão
nina
me apresente outra forma de paixão
eu prometo que serei cantoria
acolhendo e desenhando sonhos em algodão doce
ah, nina
você sempre no meu caminho
me prometendo transições
e sorrisos de cinema de cinema mudo, com "até logo" em fade out.
você tem um nome que eu gosto
daqueles nomes que botaria em uma gata
ou numa filha que tenha cara bonita da mãe
nina
você me despedaça por inteiro
acabe logo comigo
para seu jazz assoviar em outras casas
nina
sonho com cenas já filmadas
as danças inebriantes e uma simples frase
"acho que você vai perder seu voo, baby..."
aí eu me perco de vez nos braços dela
e no fundo da caneca que está em sua mão
nina
me apresente outra forma de paixão
eu prometo que serei cantoria
acolhendo e desenhando sonhos em algodão doce
ah, nina
você sempre no meu caminho
me prometendo transições
e sorrisos de cinema de cinema mudo, com "até logo" em fade out.
26/08/2011
poema de um final mal resolvido.
minha alma tritura amor
no quarto de tempo
das badaladas canhotas
afoito, te abraço na solidão fria
há uma pedra em meu peito
derretendo no copo de uísque
e nossos tragos são delírios
dispensando nosso caso
mal resolvido pelas fumaças
desesperadas do acaso.
no quarto de tempo
das badaladas canhotas
afoito, te abraço na solidão fria
há uma pedra em meu peito
derretendo no copo de uísque
e nossos tragos são delírios
dispensando nosso caso
mal resolvido pelas fumaças
desesperadas do acaso.
19/08/2011
a última peça.
tiro seu escapulário
a última peça de seu todo
não perdendo seus olhos nos meus
sentindo seus seios nas minhas mãos
ouviria seu palpitar me chamando
te deitaria amaciando seu desejo
nossos beijos em contagem progressiva
sem tempo, sem cortes
risos e sorrisos
sou eu, presente em seu corpo
e dentro de seus pensamentos
ofegando desejos por você.
a última peça de seu todo
não perdendo seus olhos nos meus
sentindo seus seios nas minhas mãos
ouviria seu palpitar me chamando
te deitaria amaciando seu desejo
nossos beijos em contagem progressiva
sem tempo, sem cortes
risos e sorrisos
sou eu, presente em seu corpo
e dentro de seus pensamentos
ofegando desejos por você.
16/08/2011
cena nua.
vejo rosto na aurora
silenciosa e sem foco
cantando fadiga de garganta cortada
nublado ser
perambulando no centro da cidade
triste em expressionismo
flertando nos devaneios
desejando pernas no baile
é neo-realismo em chamas
e um silêncio abraçado pelo desespero
de um coração nu.
05/08/2011
dark room
mergulho no meio do escuro
para achar você
com sua lamparina
apagada
sinto mãos calejadas de solidão desesperada
bocas secas, vidas secas vadias
e você no canto
tapando ouvido para não ouvir meu chamado
sua lamparina está apagada
não te acho
e tateio seios que não são seus.
28/07/2011
Nas luzes amareladas de São Paulo
cai a madrugada assoviada em são paulo
a velha luz amarela ilumina o centro
lá é meu lugar em pensamento e corpo quero me perder em você, dentro de sua estação
o seu abismo que me cala extasiado
são paulo não são
vem me pegar logo
mariana, madalena, matilde, me agarrem em suas vilas
depois passeio na paulista que abraça formigas de várias espécies
e terminar embriagado nos neons da augusta
preciso das luzes amareladas da sé e república
me perder em sebos, esquinas e hotéis antigos
chegar feliz e assustado nas escadarias do municipal
assistir de camarote, encantado
a correria das moças branquelas de sutiã preto
cidade que alarda e me faz vivo
vem logo
senão vou até você.
22/07/2011
procurando ecos estridentes e berrantes.
procuro
entre as esquinas de domingo sem eira
dentro do meu copo vazio na lapa, sem beira
como em qualquer êxtase falso, como num filme dublado na madrugada
procuro
nas noites de sexta, em ipanema silenciosa
no inferninho suburbano da minha alma escandalosa
nos beijos que roubo sem gosto de framboesa
no sexo sem gosto de bala halls preta
procuro
em encruzilhadas repletas de putas tragando
nos jogos de tarô sem a carta do amor
ou naqueles mágicos que trazem a pessoa amada em 12 hs
procuro
coração vazio para entrar com meu free jazz canhoto e barulhento
corpo quente no inverno glacial para entretenimentos do cotidiano
e alguma luz de lampião iluminando a tal região de conforto chamada abismo
procuro
no colo de seios fartos de ecos estridentes e berrantes
para deitar e dormir
e acordar aninhado, preencher vida e fazer nós sem arrebentar no meio do caminho.
entre as esquinas de domingo sem eira
dentro do meu copo vazio na lapa, sem beira
como em qualquer êxtase falso, como num filme dublado na madrugada
procuro
nas noites de sexta, em ipanema silenciosa
no inferninho suburbano da minha alma escandalosa
nos beijos que roubo sem gosto de framboesa
no sexo sem gosto de bala halls preta
procuro
em encruzilhadas repletas de putas tragando
nos jogos de tarô sem a carta do amor
ou naqueles mágicos que trazem a pessoa amada em 12 hs
procuro
coração vazio para entrar com meu free jazz canhoto e barulhento
corpo quente no inverno glacial para entretenimentos do cotidiano
e alguma luz de lampião iluminando a tal região de conforto chamada abismo
procuro
no colo de seios fartos de ecos estridentes e berrantes
para deitar e dormir
e acordar aninhado, preencher vida e fazer nós sem arrebentar no meio do caminho.
02/07/2011
bolinando sozinha seus desejos, dedos não alcançam o final feliz.
cama desfeita e amarrotada
há uma semana intocável
pedras de gelo sem dose
cabides jogados no chão
roupas decorando silêncio
você espera pelo anjo
tocando a trombeta do amor
encontra na verdade uma fábula
de sorriso cínico e amarelado
e orgasmo egoísta.
é sempre domingo sem eco
lágrima cai dolorosa porque não é macia
não é seu amor com uma garrafa de vinho
não é sua morte beijando seu corpo mal passado
não é seu quadro manchado de sangue pisado
sua cara estampa a vergonha sem motivo.
é domingo em seu quarto
rasgos de poemas rasgados
triste fim, você
desalmada e amargurada
bolinando sozinha seus desejos, dedos não alcançam o final feliz.
há uma semana intocável
pedras de gelo sem dose
cabides jogados no chão
roupas decorando silêncio
você espera pelo anjo
tocando a trombeta do amor
encontra na verdade uma fábula
de sorriso cínico e amarelado
e orgasmo egoísta.
é sempre domingo sem eco
lágrima cai dolorosa porque não é macia
não é seu amor com uma garrafa de vinho
não é sua morte beijando seu corpo mal passado
não é seu quadro manchado de sangue pisado
sua cara estampa a vergonha sem motivo.
é domingo em seu quarto
rasgos de poemas rasgados
triste fim, você
desalmada e amargurada
bolinando sozinha seus desejos, dedos não alcançam o final feliz.
14/06/2011
alguma coisa parecida com desejo ou desejo.
madrugada calada
sua dança é caligrafia
nua
seios apontam o céu
da minha boca esfomeada
te calo da maneira "pueril"
ardendo em desejo
pede clemência desesperada
no meio de suas pernas
há tesouro achado
só eu consigo ver
seu tango embaralhado
e sua reza sem crença.
sua dança é caligrafia
nua
seios apontam o céu
da minha boca esfomeada
te calo da maneira "pueril"
ardendo em desejo
pede clemência desesperada
no meio de suas pernas
há tesouro achado
só eu consigo ver
seu tango embaralhado
e sua reza sem crença.
31/05/2011
verdes vales
como eram cheios
meus verdes vales
escuros
causando breve
nostalgia barata
no esgoto do limbo
residem
ventos clamando
perdão
por um amor
sujo
pelo tempo
marcado
em marcas
como eram escuros
como eram tristes
meus verdes vales.
meus verdes vales
escuros
causando breve
nostalgia barata
no esgoto do limbo
residem
ventos clamando
perdão
por um amor
sujo
pelo tempo
marcado
em marcas
como eram escuros
como eram tristes
meus verdes vales.
23/05/2011
14/05/2011
um sábado qualquer, outono sequer.
escarro berros
estridentes de desespero
clamando
para estourar meu coração
com tiros à queima roupa
apenas me apague
de seu corpo
já se foi
seu coração
jogado
do oitavo andar
durante a madrugada
fria
é qualquer sábado
outono sequer
cheirando a vinho vagabundo.
estridentes de desespero
clamando
para estourar meu coração
com tiros à queima roupa
apenas me apague
de seu corpo
já se foi
seu coração
jogado
do oitavo andar
durante a madrugada
fria
é qualquer sábado
outono sequer
cheirando a vinho vagabundo.
03/05/2011
ao cubo.
ventos suspirados
bocas mordem
cubos de gelo
no topo do iceberg
de nossos corações
é polo norte
em nossa cama
de águas
feitas de insólito
inverno.
22/04/2011
fundo de gaveta.
suas silhuetas
nuas
rasgam desejos
calados
por gemidos e gritos
declamando sexo
no fundo
de nossas gavetas
repletas
de poemas
escarrados.
nuas
rasgam desejos
calados
por gemidos e gritos
declamando sexo
no fundo
de nossas gavetas
repletas
de poemas
escarrados.
Assinar:
Postagens (Atom)
