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17/06/2011

dos fragmentos afogados em um tanque.


devo ter dilacerado mil corações. porque eu não estrago a pessoa amada em 3 dias e sim em menos de 3 horas...


"onze horas.quarenta e oito minutos.trinta e dois segundos."

bate o rádio relógio, já passou do tempo faz tempo.

se roubei palavras é porque tive que abraçar tão forte para nunca mais esquecer de seus trejeitos, entenda que tudo isso é automático.

a fonte é courier new. tamanho normal. sem itálico-metálico.

Assovia o vento dentro de mim.
Estou despido. Dono de nada, dono de ninguém, nem mesmo dono de minhas certezas, sou minha cara contra o vento, a contra-vento, e sou o vento que bate em minha cara.

galeano, eduardo me fez nascer novamente.


seu amor exala dentro de sua calcinha. penso inutilmente nos momentos feito algodão doce, seu sorriso embala meus sonhos. a realidade é que seu pescoço me convida para desejos perdidos.



Un busto de Saturno se levantaba a la entrada del jardín.

pizarnik, alejandra tem prosas completas como um busto de Saturno.


abro minha janela, vento bate em contra-vento.
 
"de lá, vê-se um vazio. de cá, vejo apenas memória." 
simões, letícia é grande. no tamanho pequeno, fonte times e negrito.
 
meu coração bate em estalos, espasmos e orgasmos. 
 
flahqueiroz
Sexo é cafeína, amor é lactose.
  
twitter,ops, pessoas tem seus momentos geniais.
 
pretendo neste exato momento dizer que há muitos batimentos desregulados para acordar seu sono no meio da madrugada, muitos beijos para morder suas meias palavras e roubar algum trejeito que deixe você apaixonada por esse ser que te escreve.
 
Na estrada, liguei o rádio e, por sorte, tocava Mozart. A vida pode ser boa em certos momentos,mas às vezes, isso depende de nós.
 bukowski, charles deixa o capitão sair para o almoço, deu mole, os marinheiros tomaram conta do navio. se fodeu, velho safado!
 
gentileza gera safadeza.
 
eu falo verdades que você acredita ser uma mentira. desculpe eu sou desse jeito, se você me enxerga de outra maneira que não seja essa é questão do jornal que você lê. aliás, eu sou assim: depende do jornal que você lê. 

quando após me sugar dos ossos a medula,
para ela me voltei já lânguido e sem gula
à procura de um beijo, uma outra eu vi então
em cujo ventre o pus se unia à podridão!

baudelaire, charles é muito mal em deixar essas flores em minha estante. toda vez o consulto, bebo e fumo algum ópio, tipo arte.
 
estou cercado de alguma coisa chamada melancolia pós-moderna.
 
Aqui jazz Borati, Roberto. trinta, e algum fio branco em sua barba voltando à vida. 

14/06/2011

alguma coisa parecida com desejo ou desejo.

madrugada calada
sua dança é caligrafia
nua
seios apontam o céu
da minha boca esfomeada
te calo da maneira "pueril"
ardendo em desejo
pede clemência desesperada

no meio de suas pernas
há tesouro achado
só eu consigo ver
seu tango embaralhado
e sua reza sem crença.

05/06/2011

alguma coisa para resumir improvisos na cama ou apenas free jazz.

embriagou-se de jazz,bebeu amores com moderação para não machucar. tropeçou numa linda ninfeta que viu na praia,se perdeu no mar. mordeu seios com fome,escreveu arranhões nas costas,fez verão na cama e deixou uma rosa na gaveta dela, era seu fruto mais proibido. fez dos retalhos um conto maior, durante prosas, queria apenas novamente mergulhar entre os seios duros, delicados, cheios de palpitar e assim fazer uma marca inesquecível em seu lindo pescoço. contempla como ninguém suas sardas no colo e no rosto, sabe que as coisas tem um fim, virou para si mesmo e indagou "vamos, seja homem e acabe da maneira menos dolorosa". 



embriagou-se de jazz...






                                                                                       imagem tirada daqui



27/05/2011

porque não uso guarda-chuva.

eu vivo sob lágrimas que sempre tento escapar. não uso guarda-chuva por mera falta de coordenação, mas no fundo não vejo o porque me abrigar num lugar seguro, já que meus caminhos são feitos de forma errada. vivo em corda bamba, dançando cinicamente com a sorte, com o perigo e bala perdida de amor mordido me acertando. não uso guarda-chuva e quero ter contato com cada pingo de lágrima, porque sou humano, sou avesso, sou errante, sou principalmente eu no meio de uma metrópole que não sabe da minha existência.

23/05/2011

quarto de tempo


                                                                                              


                                                                                                           ( 'summer interior ', e. hopper)





as horas passam e tantos amores jogados no quarto de tempo.

08/05/2011

ressaca.

 a onda me engole, numa tentativa acalorada de me aquecer em sua turbulência, me encaixotar, me deixar desnorteado. eu paro, contemplo toda beleza de suas curvas, o caos me chama, é seu beijo que me leva para cama vazia e me arremata de jeito, sua onda maldita, assim age comigo. me abraça, me jogue logo para dentro de seus gritos, no abismo de sua boca que tanto mastigou pequenos seres indefesos. vamos, me bote de  frente à sua majestosa e trágica cantoria. vou, com todo o gosto ser vomitado, estraçalhado por você. sorrio, como faço toda vez para a morte, que agora pega carona nesse exato instante.

talvez desta vez o sorriso se volte para mim.

18/04/2011

Domingos

Desencontro nos seios fartos de perdão. Há uma lágrima de crocodilo que faz nossos caminhos apagados. Encontro na sua cama forrada em verde musgo as horas não passadas, você fotografa em sépia para ter a impressão que estávamos na década de 70. O nosso agora, que se restringe a um desembaralhar no coração e lençóis não trocados na tarde de domingo. A tarde de ontem era domingo, quando eu disse silenciosamente em seus olhos "adeus, tenho que trabalhar", com sua cara de moça delicadamente perdida, me indagou "mas é domingo, como pode?".

Nossos dias foram eternos domingos.

20/03/2011

estranhos estrangeiros


luzes perdidas marcam
uma madrugada acesa
ruas repletas de ratos
achados em bares
e nós no abismo
de nossos dias
dormimos embalados
em sonhos reais
com pernas entrelaçadas
dialogamos erros
em diferentes línguas
somos estranhos estrangeiros
na cidade nua
de sentimento mudo.

18/02/2011

sobremesa.

Seu sorriso esparramado na cama, no emaranhado de suor e lágrimas cortantes. Rasgo explicitamente a licença poética, com minhas mãos firmes em seus frágeis quadris, pronta para me receber em brancas páginas, assim preencher com risadas e orgasmos, bem como dois amantes demoníacos. Me perco nesse tango molhado, rasgado e quebrado, mergulhando em seus seios, deixando seus pelos arrepiados, me enrolando no seu escapulário, mordendo as marcas de seu biquíni em pleno verão carioca.  É tudo assim aqui: niilismo, sarcasmo, cinismo e orgasmo...também muito palpitar, principalmente com mãos no peito, do melhor jeito que se deve ter, tudo no meio de uma reza silenciosa.

11/02/2011

meio-dia

Bom, ter aquele fino trato nos tempos que uma delicadeza é algo surpreendente. Sim, te cuido, sabe como é, você mais parece aquela menina pequena querendo sempre um carinho, uma gatinha daquelas manhosas e dengosas. Te boto na cama toda vez que sussurrar com os olhos "amor, quero dormir", afinal nossa comunicação é silenciosa e por pupilas, mas devemos esclarecer uma coisa, de uma vez por todas: Vamos olhar bem fundo para a realidade turva, afinal o mundo adulto nos destrói., vamos nos contentar com as roupas espalhadas por todo o pequeno metro quadrado daquele muquifo que nos encontramos sempre ao meio-dia, naquela desculpa perfeita que damos sempre em nossos expedientes, bem cínicos falamos: "vou almoçar". Mal sabem eles que nossa sobremesa é tudo de mais agridoce e insano, menos a cereja do bolo que tanto desejamos, dentro daquele silêncio esmagador após o ato consumado.

23/01/2011

despedida de rodoviária.

durma, meu bem.enquanto sonha acordada, me deito catando pedaços que jogou ao vento, sem ao menos dizer " vou te machucar, tá?", pode fazer, eu deixo. a vida é assim, feita de ganhos, perdas, a vida se faz assim desde quando me conheço por gente. de qualquer forma, obrigado por tudo, deixo uma canção de saudade e tudo mais que um dia teve cor. eu sou assim, me desculpe, escrevo por uma válvula de escape, por uma noite que será longa, arrebatado de silêncio vindo daquele abismo que tanto mergulhei, não tem problema. para não gritar em seu ouvido, deixo você dormir feito uma criança pequena, apenas faço das minhas palavras um leve sussuro de quem vai embora sem deixar alarde, velando choro sem vela.

19/01/2011

diálogo(zzzzz)

- é aquele cansaço de não ter partes do teu corpo para tocar. é cansaço puro e simples de quem cansa daquilo que nunca descansa, é assim o bater do coração. é cansaço de não ter seus olhos para desvia-los em momentos de constrangimento após elogios exagerados. é cansaço, de não ter sua voz que foge sempre aos meus ouvidos quando mais preciso em minhas noites sem reza. é cansaço por aquilo tudo que diz ser e sentir nos momentos mais impróprios. é cansaço de não ter por inteira suas partes mais inebriantes e excitantes. é cansaço de promessas, apenas gracejos jogados no chão, parecendo migalhas para bicho esfomeado. é cansaço de mim, de você e de todos nossos erros que camuflamos com um simples 'te amo'. é cansaço das dores que não sofro de facadas em meu corpo e sim no silêncio de uma noite escura, isso sim me corta. é cansaço dos poemas não rimados, afinal, és rima ainda ritmada. é cansaço de tudo, inclusive de tudo que não tenho. é cansaço, de falar sem um destinatário real e imediato que não......

- tum,tum,tum....

17/01/2011

aninhado

 Dentro de nós, bem dentro é intensidade descontrolada. No silêncio de nossa madrugada, descobrimos nós dois entre lençóis amarrotados, roupas jogadas no chão e horas quebradas de um relógio sem marcar os segundos. Não precisamos nos importar com o mundo lá fora, bem dentro aqui estamos, acusados por crimes praticados, assim dormimos após beijos molhados com gosto de vinho seco.

12/01/2011

caleidoscópio.

É nessas horas que eu deveria estar aí para te dar calor. Aquele calor que esquenta até o sangue, o coração, aquele calor de amor, de desejo, calor, aquele calor que só você vai ter, que é vindo de mim.