23/01/2011

despedida de rodoviária.

durma, meu bem.enquanto sonha acordada, me deito catando pedaços que jogou ao vento, sem ao menos dizer " vou te machucar, tá?", pode fazer, eu deixo. a vida é assim, feita de ganhos, perdas, a vida se faz assim desde quando me conheço por gente. de qualquer forma, obrigado por tudo, deixo uma canção de saudade e tudo mais que um dia teve cor. eu sou assim, me desculpe, escrevo por uma válvula de escape, por uma noite que será longa, arrebatado de silêncio vindo daquele abismo que tanto mergulhei, não tem problema. para não gritar em seu ouvido, deixo você dormir feito uma criança pequena, apenas faço das minhas palavras um leve sussuro de quem vai embora sem deixar alarde, velando choro sem vela.

6 comentários:

Raíssa Christini disse...

doce, sutil e arrebator. lindo final.

sempre bom vir aqui.. =)

Pedro Cezar disse...

Belos posts. Que bom voltar por aqui!

Gabi. Amarello disse...

Ahh os alardes... que esses sustos de alma quase nos levam o espírito com roupa e tudo.
sempreum prazer voltar. mesmo.beijo outro

Clara Moriá disse...

adorei, borati.

Vanessa Santos disse...

uau!Cara sou sua fã!Vc escreve com tanta sensibilidade tanta intensidade.Capta realmente as emoções!parabens!

Mari disse...

só o título já me fez lembrar tanta coisa... o texto então é sutil mesmo em meio a toda a agitação de sentimentos de uma despedida. Incrível mesmo, adoro vir aqui ler seus textos.