11/11/2009

ahhh, você por aqui?

baby, estou aqui apenas para dizer o quanto essa sua limpeza chega ser muito pior do que a sujeira que sua mente é. adianta você se produzir como uma rainha se no fundo não passa de uma plebe? sabe, na verdade gosto dessa sua impureza, o que não gosto é essa patética encenação da vida. já viu a novela das oito? tenho certeza que sim. aquela bossinha mal colocada na apresentação me enjoa, aquele autor me dâ ânsia de vômito e suas palavras me dão graça quando despeja em uma mesa de bar ou em um café tipo aquele que íamos lá em paris, e lá fumava meu charuto em paz. lembra disso? eu aposto que sim, aliás, você lembra de tudo, até o dia em que sussurrei em seu ouvido e disse um "eu te amo" tão único que nenhuma mulher mais ouvirá daquele jeito. engraçado que hoje só sussurro palavras de baixo calão, ou então uma outra figura que vi na fila do cinema dizer que o filme tinha cenas de baixo "talão", pois é, se bem que eu também mandava umas boas sacanagens no pé do seu ouvido. falando nisso sonhei com você hoje, você estava feliz, muito. muito legal esse sonho, pois quero que realmente seja, mas por favor, continue comer o frango com as mãos e nada de talher, isso não combina com sua essência! você é aquele animal feroz, com fome e sede, deixe isso para as aprendizes de madama. ah, tá bom, você me disse uma vez que a felicidade custa caro, eu digo com as coisas que aprendi nessa vidinha de meu deus que a vida é caríssima, uma fortuna. mas não se preocupe, um dia chegaremos nesta fortuna, já que não jogamos na mega-sena. agora se me permite, irei ali pagar a conta, deixo aqui mais uma cerveja para beber sozinha, afinal como já disse uma vez eu repito: já que estamos a sós, irei te deixar. ahhhh só mais uma coisa, já reparou como seu coração é completamente distante de você?

2 comentários:

Fay disse...

menino, isso aqui é mto louco! rss

Nat Kleinsorgen. disse...

Espera, agora é minha vez de falar. Quem é você pra me cobrar meu coração, se não aquele velho, cheio de pudores, que não aguenta seus princípios? Ou pensa que nunca reparei que te agradava muito mais me xingar do que dizer esse tão sincero 'eu te amo'. Pras cucuias com esses devaneios pouco-francos que você tinha depois de gozar. Sinceramente? Segure seu garfo-e-faca, dê seu próprio nó na gravata e vá pagar essas contas que são mil, nessa sua vida vida de burguesinho mal-comido. Pouco me importa tua fortuna, teu charuto, tua essência -você deve estar se referindo àquela lavanda péssima, mas cara, que trouxemos de Paris, né? Por que você não é nada além disso: o que sua mãe mandou. Seu discurso sobre o umbigo é que me enojam; sobre a sua paz, sobre a minha novela. Só vejo novela porque você não me come mais.