20/10/2009

despedida.

Pegou seu vestido mais bonito, era vermelho como a cor do sangue que deixou na cozinha, após tentar cortar uma cebola. A lágrima falsa criada pela cebola em cima de uma real marcado pelo tiro a queima roupa de um amor sofrido, não parava de cortar até que a faca encontrou seu dedo, não procurou curativo, apenas o vestido. Saiu de sua casa que a sufocava pelo peso do silêncio hostil.

Queria vida, achou na morte.

2 comentários:

Fábio Mazzarella disse...

Éeee amigo muito bonitoo.

Julia Peres disse...

Quem disse que as paixões eram diferentes da saudade?
Gostei muito! Na verdade amei!